" O mercado português tinha a sua limitação, pela
dimensão e porque já se tinha feito muita coisa nas renováveis. Para crescer
tínhamos de ir para fora. O factor crítico é passar muito tempo lá fora,
conhecer pessoas, investir na marca" - Miguel Ferreira, administrador
executivo e fundador da Megajoule
Foi do ambiente universitário, e da vontade de aplicar no
mercado os conhecimentos de engenharia, que nasceu em Fevereiro de 2004 a Megajoule.
Focada na consultoria energética, a empresa com escritórios
na Maia (Porto) centrou a actividade na elaboração de estudos sobre o potencial
eólico de determinadas regiões, uma ferramenta essencial para promotores como a
EDP e a Iberwind prepararem os seus investimentos. Mas cedo os fundadores
perceberam que Portugal não chegava. A internacionalização arrancou logo em
2005, com projectos na Polónia e na
Roménia .
"O mercado português tinha a sua limitação, pela
dimensão e porque já se tinha feito muita coisa nas renováveis. Para crescer
tínhamos de ir para fora", explica Miguel Ferreira (na foto),
administrador e um dos criadores da Megajoule. Em poucos anos a empresa abriu
escritórios no Brasil, na Polónia e na Roménia. A expansão promete continuar,
já com os mercados da Turquia e África do Sul no horizonte. "Criámos um
objectivo de ter cinco escritórios internacionais em 2013", adianta o
mesmo responsável. Mas globalmente, a Megajoule já desenvolveu projectos em
duas dezenas de países.
À carteira de clientes nacionais, onde estão a EDP
Renováveis, Iberwind, Finerge e Generg (entre outros), a Megajoule somou lá
fora vários clientes de peso, como as brasileiras Petrobras e Eletrosul, as
alemãs REpower e Siemens ou a indiana Suzlon. "A nossa grande batalha é
conquistar empresas que nunca estiveram em Portugal", disse Miguel
Ferreira ao Negócios.
Com cerca de 30 colaboradores, a Megajoule teve em 2011 um
volume de negócios de 1,7 milhões de euros, dos quais 60% resultaram das
actividades fora de Portugal. O ano passado foi de lucro, mas a conjuntura
económica obriga a alguma prudência na abordagem a 2012. "Vamos tentar
subir um bocadinho as receitas. Pelo menos, vamos querer manter", indica o
administrador da empresa portuguesa."
Fonte: www.negocios.pt